sábado, 3 de março de 2012

Parque de estacionamento

Fraco, ofegante,
Escorres tu e a memória.
E eu escuto, penosa
A tua triste história.

Nas minhas costas nuas
A tua faca, cravada.
No eco negro das ruas
Não me resta nada.

És o muro baixo e áspero
Do estacionamento
Onde não houve conforto
Para o meu lamento.

Dos gritos ainda presos
No cruel e vil betão
Relembro cada sílaba,
olhos vazios, a cor do chão.

3 comentários:

O Conselheiro disse...

Parabéns pelo blog.

Keep Writting...

Sucesso
http://o-conselheiro-do-amor.blogspot.com

vell disse...

Isso me lembra uma musica... Lie to me - 12 Stones

Ursinho de peluche disse...

Às vezes fica mesmo um vazio grande, até que a dor se instale e depois é preciso manter essa dor um pouco mais, para que o esquecimento seja feito gradualmente... Está lindíssimo o poema.